Selva

Jogo não dá

Notas falsas em Coloane

Chega de atrasos

Unidos concorreremos

O final aproxima-se

Putos no ringue

A triste noite de Macau

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Selva

As autoridades de Macau, antes e depois da transferência de soberania, nunca tiveram uma política séria relativamente à prostituição. No entanto, a situação tem se vindo a agravar nos últimos cinco anos. Todos sabemos que há uma década não se viam prostitutas exercendo o seu métier na rua. Estavam confinadas às saunas, aos clubes nocturnos, etc.. Só que daí para cá tudo tem vindo a mudar. E para pior. Começou tudo pela chamada "saga das patriotas", ou seja das raparigas chinesas que calcorreiam os corredores do Hotel Lisboa e o fundo da Almeida Ribeiro. Depois, sem se saber porquê, as russas e outras nacionalidades também desceram ao trottoir, expondo a residentes e turistas a sua oferta de prazeres.
Sem hipocrisias, todos sabemos que a prostituição faz parte de uma certa oferta turística de Macau. Portanto deveria ser regulamentada, as prostitutas protegidas, recenseadas, digamos que até acarinhadas. Porque a sua profissão não é fácil. Uma coisa são as piadas que às vezes as pessoas gostam de fazer, outra é a vida real dos seres humanos. O facto de não existir uma legislação moderna sobre o assunto leva a que aconteçam situações como a que a polícia detectou ontem, em que seres humanos são praticamente escravos de outros, permitindo-se que a RAEM exponha condições degradantes de existência humana, o que não beneficia a imagem do território.
Sem cinismos, a prostituição em Macau devia ser controlada, quer em termos de espaços de exercício, quer em condições de vida oferecidas a quem a exerce. Não podemos fazer das pessoas animais, sob pena de um dia repararmos que estamos a tomar conta de uma selva.

Carlos Morais José
hoje@macau.ctm.net



Funcionários e quadros do PC fora dos casinos

Jogo não dá

Funcionários públicos e quadros do Partido Comunista Chinês (PCC) na província de Guangdong, sul da China, foram proibidos de frequentar casinos, em Macau e no estrangeiro, noticiou ontem um jornal de Hong Kong.
A decisão foi tomada pelo Comité de Inspecção Disciplinar do PCC em Guangdong e pelo gabinete do Procurador do governo da província no quadro de uma campanha anti-corrupção, esclarece o diário de língua inglesa "South China Morning Post".
O jogo é proibido na República Popular, à excepção da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), mas, segundo o jornal, é prática generalizada em privado e as deslocações de quadros oficiais aos casinos de Macau são toleradas, desde que não estejam envolvidos fundos públicos.
A imprensa chinesa divulga periodicamente notícias sobre condenações, incluindo à pena capital, de quadros oficiais que perderam nos casinos de Macau grandes quantias retiradas de fundos públicos. O "South China" refere, citando um anúncio oficial, que, nos últimos três anos, 1.025 membros do PCC foram investigados em casos de corrupção ligada ao jogo.
O jornal cita ainda um quadro do PCC de Guangdong na cidade de Humen a referir que, apesar da nova proibição, será difícil eliminar o jogo. O mesmo quadro adianta que, em Humen, "não é invulgar que quadros oficiais e empresários se juntem em sessões de jogo em que numa noite muda de mãos mais de um milhão de yuan (cerca de 136.500 euros).



Atenção

Notas falsas em Coloane

Ontem, um grupo de indivíduos do Sri Lanka andou pelas lojas da aldeia de Coloane tentando trocar notas de cem dólares americanos por patacas. Os dólares eram "quase obviamente falsos", disse ao HOJE o dono de um estabelecimento comercial aliciado pelos turistas para efectuar a referida transação.
O HOJE alerta a população para a existência deste pretenso negócio para evitar dissabores a quem se sinta tentado a comprar os tais falsos dólares.



APOMAC poderá enviar delegação a Lisboa

Chega de atrasos

A direcção da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC) vai em breve marcar uma Assembleia Geral para ser tomada uma decisão: será ou não de enviar uma delegação a Portugal para esclarecer, de uma vez por todas junto da Caixa Geral de Aposentações (CGA), o caso do atraso no pagamento mensal das pensões aos beneficiários de Macau. A data desta reunião magna da APOMAC não está ainda decidida, mas o HOJE soube que será num curto espaço de tempo. Tudo isto é provocado pelo atraso que se tem verificado nos pagamentos das pensões. Sendo a data aprazada o dia 19 de cada mês, a realidade é que os membros da APOMAC não têm visto o referido prazo ser cumprido. O caso agravou-se quando tal aconteceu no mês de Dezembro. Nessa altura a direcção da APOMAC enviou uma carta a Armando Guedes, o director-coordenador da CGA, datada de 21 de Dezembro, na qual manifestava o seu "descontentamento" pela situação. É que, lê-se na carta, "o procedimento da CGA (.) origina transtornos e inconvenientes aos pensionistas de Macau".
O que se compreende na altura do Natal. A CGA respondeu alegando "falhas técnicas" no processamento dos pagamentos. Alguns destes, referentes ao mês de Dezembro, só foram pagos no passado 22 de Janeiro, o que inevitavelmente prejudicou a vida dos pensionistas que, como toda a gente, têm renda de casa e outras contas para pagar. "Tenho de condenar o que aconteceu", disse ao HOJE Francisco Manhão, o presidente da APOMAC.
Só que em Janeiro a situação repetiu-se. Ou seja, chegou o dia 19 e nada aconteceu. A solução encontrada para resolver a situação dos pensionistas mais necessitados (que têm pensões inferiores a sete mil patacas) foi pedir ao Banco Comercial de Macau que adiantasse o dinheiro até este chegar de Lisboa. E o BCM acedeu para alívio das pessoas em questão.
De igual modo, o Banco Nacional Ultramarino, a instituição através da qual é enviado o dinheiro de Lisboa, contactou a CGA para saber quando chegaria o pagamento. E aí se ficou a saber que será, em princípio, no próximo dia 25 de Janeiro.
Mas agora a APOMAC quer saber se estes atrasos foram casos esporádicos ou se a situação tem tendência a repetir-se. E para esclarecer a situação está disposta a enviar uma delegação a Lisboa. Se a Assembleia Geral assim o entender.
Entretanto, a ATFPM telefonou igualmente a Armando Guedes, da CGA, para se informar das razões dos atrasos mas, no comunicado que enviou à imprensa, não eram adiantadas explicações de Lisboa .



Concorrentes podem fundir propostas até ao fim do mês

Unidos concorreremos

A comissão coordenadora do concurso público internacional para a liberalização do jogo em Macau deu ontem aos 18 concorrentes às três concessões de casinos em disputa uma semana para formalizarem eventuais planos de associação e fusão de propostas.
"Os concorrentes terão até 31 de Janeiro para apresentarem formalmente pedidos de associação de sociedades", anunciou o secretário do governo local para a Economia e Finanças, Tam Pak Yuen, que preside à comissão. A figura da associação de sociedades, destinada a permitir que os concorrentes melhorem, pela via da fusão, as propostas apresentadas a concurso, foi introduzida no processo do concurso para a liberalização do jogo por um despacho do chefe do executivo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), publicado a 12 de Dezembro de 2001.
Tam Pak Yuen referiu ontem que, até ao momento, a comissão coordenadora do concurso não recebeu quaisquer pedidos de associação entre os consórcios concorrentes às três concessões para a operação de casinos. A comissão coordenadora do concurso começou a analisar as propostas dos concorrentes - inicialmente 21, tendo três sido posteriormente excluídos - em meados de Dezembro e Tam Pak Yuen anunciou que a decisão final sobre a atribuição das três concessões será tomada antes das festividades do Ano Novo Lunar, que têm início a 12 de Fevereiro. Tam Pak Yuen disse ontem que após 31 de Janeiro a comissão entregará ao chefe do executivo, Edmund Ho Hau Wah, um relatório sobre as propostas em concurso a partir do qual será tomada a decisão final sobre os consórcios que irão conquistar uma fatia do lucrativo sector que sustenta a economia de Macau.
Na corrida às concessões de casinos em Macau estão nomes grandes do sector do jogo internacional como os grupos "Wynn Resorts", "MGM Mirage", "Park Place" "Sun Entertainment" e "Aspinall's Club" e também a Sociedade de Jogos de Macau (SJM), subsidiária da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), controlada pelo magnata Stanley Ho, que detém desde 1962 o monopólio a que o processo de liberalização agora em curso irá pôr fim.
Fontes próximas do processo do concurso público internacional indicam que os valores avançados pelos planos de investimento apresentados pelos concorrentes oscilam entre mil milhões de dólares e mais de dois mil milhões de dólares.
Os planos de investimento apresentados pelos consórcios incluem projectos que prometem mudar da face futura de Macau - desde a construção do maior hotel do mundo, com 6.000 quartos; até à construção de uma ponte entre Macau e Hong Kong, com uma extensão de mais de 60 quilómetros através do delta do Rio das Pérolas.
A construção de um "mega-complexo de diversões" incluindo piscinas com ondas para a prática de surf e uma pista de esqui alpino com neve artificial; e vários centros de convenções, sempre com casinos como as peças centrais dos empreendimentos, constam também dos projectos apresentados.
O jogo é o sector mais vital da economia de Macau, representando cerca de 40 por cento do produto interno bruto local e mais de 60 por cento das receitas do governo.
A STDM paga ao governo em tributação directa 31,8 por cento das receitas brutas dos 11 casinos que actualmente explora, o que, segundo números preliminares, representou um encaixe de seis mil milhões de patacas (cerca de 843 milhões de euros) para os cofres públicos em 2001. Na última década os casinos de Macau, considerados os mais lucrativos do mundo, geraram receitas brutas anuais que oscilaram entre os 12 mil milhões de patacas e os 19 mil milhões de patacas.
O regime de liberalização prevê um aumento da tributação directa sobre as receitas brutas dos casinos da actual taxa de 31,8 por cento para 35 por cento, além de contribuições, até ao máximo de cinco por cento das receitas brutas dos três operadores, para financiamento de projectos públicos nas áreas da assistência social, educação, cultura e infra-estruturas.
A liberalização do jogo concentra esperanças generalizadas de uma revitalização profunda da economia local, que sofreu quatro anos consecutivos de recessão entre 1996 e 1999, tendo alcançado um crescimento de 4,6 por cento em 2000, para voltar a desacelerar em 2001, em que está estimado um crescimento de apenas entre 0,5 e um por cento. Entretanto, enquanto o processo do concurso público internacional vai cumprindo as suas várias etapas, a liberalização do jogo já se tornou ela própria objecto de jogo, na forma de apostas que circulam entre jornalistas da imprensa chinesa local e de Hong Kong.
Poucos se dispõem a falar abertamente sobre o assunto para além de referirem que se trata de "apostas informais, entre grupos de amigos", que envolvem "apenas algumas centenas de dólares (de Hong Kong)". Os concorrentes que atraem mais apostas são os nomes grandes de Las Vegas - a MGM Mirage, a Sociedade de Diversões MP, que integra a Park Place e a Mandalay Casino, e a Wynn Resorts, enquanto a Sociedade de Jogos de Macau "não conta para as apostas" por ser dado como certo que irá obter uma das concessões em disputa.



XX Campeonato Escolar de Bolinha

O final aproxima-se


Futebolistas de palmo e meio lutam pelo título de campeão

Organizados pelos Serviços de Educação e Juventude continuam a decorrer no Campo da Escola Hou Kong os jogos para o XX Campeonato Escolar de Bolinha, categorias C e D, com a participação de 19 equipas, representando 13 escolas, num total de 216 participantes. Os jogos tiveram início no dia 5 de Novembro e até à presente data verificaram-se os seguintes resultados: Na categoria "D" foram apuradas as seguintes escolas para os jogos da fase final que teve o seu início no passado dia 21 de Janeiro: Escola Hou Kong, Escola Ilha Verde, Escola Portuguesa e Colégio D. Bosco (Yuet Wah) "A". O jogo para apuramento da equipa campeã terá lugar no próximo dia 28 de Janeiro, pelas 18.00 horas, no campo da Escola Hou Kong. Na categoria "C" foram apuradas as seguintes escolas para os jogos da fase final que teve o seu início no passado dia 21 de Janeiro: Escola Ilha Verde, Colégio Yuet Wah, Colégio Diocesano de S. José e Escola Portuguesa. O jogo, para apuramento da equipa campeã será no próximo dia 28 de Janeiro, pelas 19.00 horas, no campo da Escola Hou Kong. Após esse jogo proceder-se-á à distribuição de prémios, pelas 20.10 horas.



XXII Campeonato Escolar de Hóquei Campo

Putos no ringue


Escola Kao Yip com maior número de equipas inscritas

Organizado pelos Serviços de Educação e Juventude, terá início no próximo dia 28 de Janeiro o 1° jogo do XXII Campeonato Escolar de Hóquei em Campo, a contar para a categoria B, entre a equipa "A" da Escola Secundária Kao Yip e a "C" da Escola Secundária Kao Yip. Participarão no campeonato para a categoria B seis equipas, sendo três da Escola Secundária Kao Yip, duas da Escola Secundária Hou Kong e uma do Instituto Salesiano da Imaculada Conceição. Para o campeonato da categoria A participarão cinco equipas, representando a Escola Secundária Kao Yip, a Escola Secundária Hou Kong, a Escola Secundária Cham Son, a Escola Secundária Luso-Chinesa de Luís Gonzaga Gomes e a Escola Secundária Pui Va.
Os jogos disputar-se-ão no campo de hóquei do Estádio de Macau, às 2as feiras com dois jogos diários às 17.30 e 18.45 horas.



Quadrilha de Taiwan mantinha russas em semi-escravidão

A triste noite de Macau

A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Macau anunciou ontem ter descoberto uma quadrilha de malfeitores de Taiwan que se dedicava a explorar prostitutas russas, que eram mantidas em semi-escravidão. Um cidadão de Taiwan de 30 anos foi detido terça-feira e dois outros estão a ser procurados na sequência de investigações desencadeadas no início deste mês depois de uma das prostitutas, de 22 anos, ter apresentado queixa à PSP quando os malfeitores lhe confiscaram o passaporte, disse um porta-voz da polícia.
De acordo com o porta-voz, os malfeitores recrutavam as prostitutas na Rússia ou em outras repúblicas da ex-União Soviética para trabalharem em Macau, Hong Kong e Taiwan forçando-as a entregar todo o dinheiro realizado.
A prostituta que apresentou queixa à PSP indicou que apesar de cobrarem cerca de 1.000 patacas a cada cliente, as mulheres recebiam dos malfeitores apenas 20 patacas por dia.
O porta-voz policial adiantou que pelo menos outras três mulheres eram exploradas pelos malfeitores, sendo o pagamento das 20 patacas diárias uma das cláusulas do "contrato de trabalho" assinado pelas prostitutas ao serem recrutadas.
A prostituição em Macau não é proibida mas é ilegal a exploração do trabalho das prostitutas.