Assim somos

Encostados à parede

Calma a bordo

A culpa é do sistema

Turismo e saúde na bagagem

A idade não conta

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Assim somos

O regime talibã proibia as fotografias, como proibia qualquer tipo de imagem. E fazia-o invocando uma interpretação do Corão, segundo a qual seria uma afronta a Deus tentar reproduzir qualquer aspecto da sua Criação. Assim como se fosse uma espécie de tentativa humana de se assemelhar, mesmo que com defeito, ao divino. E depois o resultado é o que hoje mostramos na nossa última página: alguns líderes dos talibãs usavam o seu poder para, às escondidas, tirar fotografias, inclusivamente extremamente retocadas, para passar à posteridade. Isto dá-nos a ver algo de muito real da condição humana e que o escritor brasileiro Machado de Assis descrevia, com algum humor, num conto. Resumindo: o Diabo pedia a Deus que o deixasse criar uma religião. Com a aquiescência do Senhor assim aconteceu. E logo a religião do Diabo, que impunha as práticas condenadas pela Igreja e pelos sagrados Mandamentos, teve grande sucesso em toda a Terra. Até que o Diabo descobriu que, em segredo, havia alguns homens que praticavam virtudes, jejuavam à sexta e se recusavam a cobiçar a mulher do próximo, a roubar, a matar, etc.. Desesperado, o Demo voltou à presença de Deus e perguntou-lhe o que se passava. Aí o Padre Eterno sorriu em toda a sua omnipaciência e respondeu que se perguntava o mesmo desde que tinha criado a humana gente.
Pois é. São assim os homens e essa é a sua fragilidade e beleza, capacidade de rebeldia e de criatividade. Por mais que Deus ou o Diabo não os compreendam. É que, - todos o sabemos, - nem que seja por uma hora, por um minuto, por um segundo, vale a pena desafiar todas as leis e exercer a nossa vontade. Partilhar num momento uma parcela dessa divindidade que inventámos. A nossa responsabilidade é para os outros, para os nossos semelhantes, pela a dor que, eventualmente, lhes causarmos e não para com um Ser que insiste em manter o silêncio perante as maiores atrocidades que em seu Nome se cometem.

Carlos Morais José
hoje@macau.ctm.net



Papa pede a advogados católicos que recusem divórcios

Encostados à parede

João Paulo II pediu ontem aos advogados católicos para se recusarem a tratar de processos de divórcio invocando objecção de consciência, pois o divórcio é "sempre um mal" e "contrário à justiça". "Os operadores do direito no domínio civil devem evitar estar pessoalmente implicados em tudo o que represente uma cooperação com o divórcio", afirmou o Papa, dirigindo-se aos juízes e advogados do Tribunal Eclesiástico de Apelo da Santa Rota Romana. No seu discurso, João Paulo II foi além das competências daqueles juristas ao abordar o domínio civil. O Tribunal em causa trata de processos de anulamento do casamento religioso, através dos quais a igreja declara que o casamento não existiu.
O Papa denunciou o divórcio como uma "chaga no corpo social", afirmando que "a indissolubilidade do casamento não deveria ser considerada como uma simples escolha privada, tratando-se de um dos fundamentos da sociedade no seu todo".
Num momento em que "na sociedade civil há uma profunda crise da instituição do matrimónio" e parece propagar-se a ideia de que "não vale a pena combater o divórcio", João Paulo II pediu "a difusão de uma mentalidade de costumes sociais e de uma legislação civil a favor da indissolubilidade".
Reconhecendo que será difícil para os advogados recusarem processos de divórcio dado não existir o "estatuto de objector de consciência", instou-os a, inversamente, dedicarem o seu esforço a reconciliar casais.



IPOR e Fundação Oriente à procura de consensos

Calma a bordo


Ana Paula Laborinho e Rui Rocha: Soluções à vista

Parece que a calma se instalou de novo nas relações entre a direcção do IPOR e a Fundação Oriente. O mais importante agora é "o consenso". Mas certo é que vão ser feitos cortes orçamentais. Mas agora a culpa já não é de ninguém: é da crise.

As coisas parecem bastante mais calmas para os lados do Instituto Português do Oriente. Depois da tempestade que quase levou à demissão da presidente Ana Paula Laborinho, uma fonte do instituto disse ao HOJE que "as coisas acalmaram". "Neste momento há uma grande vontade de todas as partes em chegar a um consenso e toda a disponibilidade para dialogar", disseram.
O HOJE lembra que a Fundação Oriente, um dos principais membros do Conselho de Administração do IPOR, tinha posto uma série de questões à gestão do instituto e sugerido mesmo uma auditoria às contas daquela entidade.
Mas agora parece que o diálogo voltou a ser possível e o clima se encontra bastante desanuviado. "O mais importante é encontrar uma solução. Respeitar os compromissos assumidos e perceber que tem de haver reduções", referiu a nossa fonte.
Mas, finalmente, qual é o problema? "Na verdade, trata-se da diminuição das receitas que é uma dificuldade real, o que implica obviamente reduções". No IPOR e da parte da Fundação Oriente, todos parecem querer esquecer o conflito tornado público quando da última Assembleia Geral. E resolver as coisas em privado.
Seja como for, certo é que a capacidade de acção vai diminuir. Muito por culpa da falta de dinheiro. Agora tem de se esperar por Março, pela Assembleia Geral de Lisboa, para se perceber onde e como se vai cortar. "Tudo será resolvido antes da eleições de 17 de Março", garantiram ao HOJE. "mas até lá havemos de chegar a um consenso".
Do lado da Fundação Oriente, tudo parece correr na mesma direcção. "Este ano foi maus para todos, governos e fundações. Logo sem lesar salários e actividades em Macau, temos de que cortar nalgumas despesas, mas pouco", disse ao HOJE uma fonte da Casa Garden. "Vamos ser muito selectivos nos cortes de modo a não afectar as aulas de português e assim não alteraremos significativamente as actividades do IPOR em Macau", concluiram.
Do lado da fundação igualmente nos foi afirmado que se procura, antes de mais, "chegar a consensos e encontrar soluções". Neste processo quem é capaz de sair a perder serão os leitorados de português de Ásia que, provavelmente, terão de enfrentar reduções orçamentais. Mas em Macau, pelos vistos, tudo vai ficar mais ou menos na mesma.



Ng Kuok Cheong sobre rivalidade São Januário/Kiang Wu

A culpa é do sistema

Ng Kuoc Cheong acha que a culpa dos problemas entre o São Januário e o Kiang Wu passa pelo facto de não existir competição na área da medicina privada. Se existissem mais hospitais privados em Macau os preços do Kiang Wu teriam de baixar.

O deputado Ng Kuok Cheong reagiu ontem ao anúncio de que uma equipa de peritos internacionais virá a Macau avaliar as condições de tratamento dos dois hospitais do território dizendo que, num mercado como o de Macau, onde não há competição e concorrência no sector da saúde, os altos preços praticados deveriam ser sinónimo de transparência. Da mesma forma, o deputado, comparando os preços de uma operação cardíaca em Hong Kong e no hospital Kiang Wu, considera que "a diferença não é pequena e às vezes os números atingem valores verdadeiramente espantosos". Para Ng, este problema reduz-se, ou é explicado, com a "ausência de competição no mercado". Para o "democrata", o Hospital Conde São Januário não dispõe de infra-estruturas para cirurgia cardíaca e só por isso se vê obrigado a optar pela transferência de pacientes para outras unidades hospitalares, sejam elas o hospital Kian Wu ou qualquer outra.
Ng Kuok Cheong considera que uma verdadeira cooperação entre os dois hospitais poderia conduzir a um menor investimento na duplicação de hardware e equipamento, o que, diz o deputado, "por outro lado implicaria algumas cedências de parte a parte". Para Ng, focar determinada especialização cirúrgica em apenas um hospital, sem que haja uma coordenação consequente, leva a que surjam os aspectos negativos da ausência de concorrência. Por isso, diz, "é importante que as autoridades criem um mecanismo transparente que permita controlar os custos e monitorizar os procedimentos para que a eficiência e qualidade sejam altas e os preços não subam em flecha devido à ausência de competição no mercado".
O deputado considera, por outro lado, que muitos doentes optam por, grande parte das vezes em que têm de ser transferidos, ir fazer as operações à China porque consideram que ali a cirurgia cardíaca é feita segundo os critérios de segurança de todo o mundo. Ng diz, no entanto, que "o Conde São Januário não aprova estas escolhas, enquanto que são sempre aprovados os pedidos dos pacientes que desejam ser transferidos para Hong Kong ou para o Kiang Wu".
Basicamente, o deputado acha que o relatório sobre o sistema de saúde de Macau, divulgado o ano passado e que servirá de referência para a reforma que o executivo pretende levar a cabo, "apontou algumas coisas boas, mas não diz nada de especial sobre a monitorização de casos destes e sobre a necessidade de ter os direitos dos pacientes sempre como primeira prioridade ".



Chui Sai On em Pequim

Turismo e saúde na bagagem


Partida do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Chui Sai On para Pequim para estudar com os respectivos serviços chineses as questões do domínio de turismo e saúde.

O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Chui Sai On, partiu ontem para Pequim, onde irá abordar assuntos de cooperação nas áreas de turismo e saúde com as autoridades competentes. Antes da partida, Chui Sai On disse que esta deslocação a Pequim visa essencialmente avançar com o protocolo assinado no mês passado com a Administração Nacional de Turismo.
Na capital, o Secretário terá encontros com responsáveis do Turismo, do Gabinete dos Assuntos de Hong Kong e Macau e das autoridades de segurança pública, para abordar detalhes sobre o aumento do número de agências de viagens que organizam excursões para Macau, e também sobre o reforço do combate a irregularidades para maior protecção e garantia dos interesses dos turistas.
Na área de saúde, aquele responsável revelou que irá ter reuniões com responsáveis do Ministério da Saúde para analisar a viabilidade de recrutamento de médicos especialistas e outros assuntos como a fiscalização de medicamentos e assinatura posterior de um acordo, talvez em meados do corrente ano, bem como o desenvolvimento do sector de medicina chinesa em Macau.
Relativamente às sugestões de deputados para estágio e formação de médicos locais no Continente, Chui Sai On adiantou que o assunto será igualmente falado com as autoridades nacionais de saúde. Questionado sobre a recente interpelação de uma deputada e relacionada com os serviços na área de saúde, Chui Sai On afirmou que as autoridades receberam uma interpelação por escrito da deputada Leong Iok Wa, na Sexta-feira passada, e vão proceder aos trabalhos necessários no sentido de preparar uma resposta cabal por escrito, para entrega à Assembleia Legislativa no futuro próximo.
O responsável da tutela da saúde da RAEM acrescentou ainda que a conferência de imprensa levada a efeito na semana passada, no Centro Hospitalar Conde de S. Januário (CHCSJ), teve como único objectivo esclarecer os cidadãos o mais rápido possível lamentando eventuais incómodos para a Assembleia e a deputada.
Chui Sai On reiterou que o desenvolvimento da saúde pública depende muito do esforço conjunto do governo e das instituições de saúde não lucrativas e privadas e que os dois hospitais do território, Conde de S. Januário e Kiang Wu, público e privado respectivamente, estão ambos empenhados na cooperação para a resolução dos problemas existentes tendo sempre como prioridade a defesa dos interesses dos doentes. Já no início do próximo mês, sublinhou, responsáveis das duas instituições vão ter uma reunião para reforçar canais de colaboração em matéria de serviços de saúde prestados aos cidadãos.
Director e subdirector dos Serviços de Turismo, Costa Antunes e Manuel Pires Júnior, respectivamente, director dos Serviços de Saúde, Koi Kuok Ieng e director do CHCSJ, Lei Chin Ion, acompanham o Secretário na deslocação a Pequim.



Jogadores veteranos são em grande número no futebol de Macau

A idade não conta

Vitor Rebelo
reb20@macau.ctm.net


Os jogadores veteranos continuam a ser muito úteis a várias equipas. Que o diga o campeão Lam Pak

Há cada vez mais jogadores veteranos a jogar na I Divisão do futebol e Macau. Dani e Ricardo Santos são os mais recentes, tendo reforçado o campeão Lam Pak. A formação de Chan Man Kin viu-se assim na necessidade de ir buscar futebolistas portugueses de grande experiência, para tentar "salvar a época". Os jovens não abundam e os melhores já estão a actuar nas restantes equipas.
Naturalmente que ninguém esperava estas dificuldades de formar plantel por parte de um clube que nos habituou, nos últimos anos, a "estar a mais" no futebol macaense, pela sua forma organizada e de plantel de qualidade, reforçado ainda com bons executantes de Hong Kong e Zhuhai. Os tempos mudaram radicalmente e o objectivo agora é fazer um campeonato tranquilo, sabendo-se que é quase impossível repetir o título. Os dirigentes do Lam Pak, ou os "patrões" como é costume dizer-se no futebol do território, terão mesmo dito aos jogadores que, este ano, era para manter a equipa no escalão principal. Não havia dinheiro para pagar, por pouco que fosse, à maioria do plantel, como se verificava nas últimas temporadas. Sem verba, Chan Man Kin viu sair do seu "onze" futebolistas importantes na manobra do conjunto. Casos de Miguel Heitor e William Long. Mais tarde, já com a prova a decorrer. Deixaram de aparecer aos jogos outros jogadores, entre eles o chinês Keong Tai e ainda Wan Hou In.

Lam Pak reforça-se com Dani e Santos

E a verdade é que o Lam Pak nem mesmo os onze elementos para começar as partidas tem podido apresentar. Já aconteceu por duas vezes, nos jogos diante dos Serviços de Alfândega (derrota por 2-1) e no passado domingo com o Heng Tai (vitória por 7-1). Neste último jogo, no entanto, a situação somente se registou durante dez minutos, mas mesmo assim vem provar que o clube passa por momentos dificéis. Perante este quadro, os responsáveis do Lam Pak quiseram chamar mais gente para o plantel. Os únicos disponíveis eram jogadores que tinham praticamente "arrumado as botas". Fez-se uma selecção, alguns convites e aí estão dois nomes portugueses já em plena actividade, de regresso ao escalão principal: Dani e Ricardo Santos, dois antigos campeões, actualmente na casa dos quarenta anos. Para Macau servem perfeitamente, terão pensado os dirigenntes do Lam Pak e o certo é que a dupla, bem fisicamente, tem dado maior consistência à equipa. Dani costuma actuar mais recuado, enquanto Ricardo Santos é visto várias vezes a acompanhar as acções ofensivas e, por isso mesmo, já apontou três golos, dois deles no domingo frente ao Heng Tai. No entanto, estes reforços ainda não são suficientes para compor a equipa, num conjunto de titulares e suplentes.

Paixão pelo futebol razão para o regresso

O HOJE ouviu alguns intervenientes no futebol para saber como é possível haver tantos veteranos na I Divisão do futebol de Macau e ainda com influência nas equipas. Começamos pelos próprios novos elementos do Lam Pak. "Na verdade não estava a jogar, mas fisicamente sinto-me bem e por isso mesmo aceitei o convite para jogar no Lam Pak", referiu Dani, que veio para Macau em 1982 para ser profissional no Negro Rubro, de António Assumpção.
Daniel Dias, de seu nome, mas conhecido no meio futebolístico por Dani (quando também jogava em Portugal, na Académica, por exemplo), já actuou em Macau pelo Negro Rubro, Wá Seng, Chong Son, Benfica, Leng Ngan, Sporting, Heng Tai, Diz gostar muito de futebol. "É aliciante, mesmo com os problemas que se conhecem, alinhar pelo Lam Pak. O meu regresso surgiu em conversa com pessoas ligadas ao clube e aqui estou para dar o meu melhor."
Quanto a Ricardo Santos, que tal como Dani (e Mandinho) fazem treino diário específico para se manterem sempre em forma, igualmente a sua paixão pelo futebol fê-lo voltar. E no seu caso já não actuava a nível associativo há muito tempo. "Tal como o Dani eu gosto muito de futebol e como fisicamente me encontro bem, aceitei o convite que me endereçaram. Deixei de jogar há vários anos porque o futebol só tinha aspectos negativos. Sentia-me mal e por isso abandonei."

Jogadores veteranos têm postura diferente

Várias são as equipas do escalão principal do futebol do território que têm no seu plantel jogadores veteranos, acima dos trinta e cinco anos (muitos deles até acima dos quarenta). Assim, por alto, o Heng Tai integra Carlos Alberto, Sousa, Firmino Mendonça, Fung Mun, Dedé, Rui Cardoso; a Autoridade Monetária tem Cham Sek On; o Lam Pak, Mandinho, Dani, Ricardo santos; a Polícia, Lei Peng Kong e Ng Siu Weng. Entre outros.
António Lagariça, há vários anos secretário português da Associação de Futebol de Macau, entende que "os veteranos têm uma postura diferente no futebol, que ajudam ao desenvolvimento. Sempre foi assim aqui no território, talvez porque a juventude procure outros caminhos, outros divertimentos. Assim, têm de ser os mais velhos a promover o futebol, eles que habitualmente até treinam mais do que os mais novos." Aquele dirigente considera que "desde que um jogador seja bom, não interessa o bilhete de identidade e por isso os clubes contratam-nos. Daí a explicação de existirem muitos veteranos. Eles jogam por amizade e isso é bom para o futebol." No que diz respeito aos jovens em formação, Lagariça diz que, em termos de selecção, eles já começam a surgir. "O treinador japonês já os coloca a jogar porque não tem alternativa, uma vez que há muitos jogadores que não vão aos treinos e por isso ficam de fora. Os veteranos neste caso não têm grandes hipóteses, uma vez que trabalham, possuem a sua vida privada. Ueda é disciplinador e só joga quem treina. Estamos de facto na curva descendente, o que prova que o futebol sem contra-partidas está condenado. Mas é o que temos."

Campeonato equilibrado com Polícia em grande

Sobre o andamento do campeonato, António Lagariça, técnico há vários anos dos Serviços de Educação (Departamento da Juventude), é de opinião de que "está tudo mais equilibrado, sem aquela superioridade do Lam Pak. Há uma franca melhoria da Polícia. Quando tem organização é uma equipa como nos velhos tempos. Nos anos 60 era muito forte. Eu ia ver os jogos. Rcordo jogadores domo capela, Afonso. Valia a pena vê-los jogar." A terminar mais esta abordagem pelo futebol de Macau, de referir que a Polícia de Segurança Pública soma e segue. Obteve, domingo na Taipa, mais uma vitória, por 3-0, diante da Autoridade Monetária, mas passou por alguns momentos complicados, no início da partida, principalmente devido à velocidade e sentido de oportunidade de Mok Kin Fong, reforço temporário da AMM (ele está a estudar em Pequim e apenas se deslocou ao território em gozo de férias).
A formação da PSP só desperdiçou até agora dois pontos, no empate diante do Lam Pak, dispondo de quatro em relação ao Monte Carlo. No entanto, a equipa de Heitor, Daniel, Cler e companhia, tem menos um desafio realizado. Acertará calendário amanhã, no campo do Canídromo (20 e 45) diante do lanterna vermelha, Barra.

Beto é o melhor marcador PSP lidera isolada

No outro desafio efectuado domingo, o Lam Pak, como dissemos atrás, goleou o Heng Tai por 7-1. O conjunto de Mandinho (ausente no México a participar na Taça do Mundo de companhias de aviação e empresas associadas), subiu ao terceiro lugar, mas já será muito dificil a recuperação até ao topo. A desvantagem é de nove pontos. Destaque, entre os goleadores, para os quatro tentos apontados por Lei U Weng (Lam Pak) e os dois de Chao Koi Wa (Polícia). Este último igualou o seu colega de equipa Cheong Kit Leong no segundo lugar, com 10. A primeira posição continua a ser ocupada por Beto, do Monte Carlo (13). Hoje, às 20 e 45 no relvado do Canídromo, jogam Ip U e Serviços de Alfândega.

Aqui fica, entretanto, a classificação actual deste campeonato da I Divisão:

Polícia 22 (30-6)
Monte Carlo 18 (26-5)
Lam Pak 13 (25-10)
Serv. Alfândega 12 (17-13)
Aut. Monetária 12 (17-18)
Heng Tai 7 (7-23)
Ip U 3 (6-24)
Barra 1 (5-34)